Todo mundo adora listas, eu pelo menos sempre fui um desses caras que olha todas as listas feitas com discos, filmes e coisas do tipo.
Ontem resolvi criar uma lista dos 100 discos que mais gostava, mas vi que não ia muito longe com isso. Depois resolvi criar uma lista de 100 discos que as pessoas deveriam ouvir antes de morrer... mas percebi que só haveriam clássicos que todo mundo já ouviu ou ao menos deveria ter ouvido.
Resolvi fazer então uma lista sugerindo 100 discos que para mim foram importantes de alguma forma.
Fiz 100 discos e percebi que ainda faltava um monte de coisas, então resolvi limar alguns e inserir outros... e pra ficar com um número certinho eu resolvi fazer 111 - e mais o hors-concours, é claro.
Meus critérios não foram muito restritivos, desde que não excedesse o número de 2 discos por banda, senão só do Black Sabbath seriam uns 6 ou 7 aqui.
Os discos estão em ordem alfabética, porque criar um ranking seria algo muito complicado pra se fazer numa lista dessas.
Todos os discos podem ser encontrados no seguinte link [ www.captaincrawl.com ]
Se deseja apenas ouvir o disco sem baixá-los, acesse [ www.groveshark.com ]
Espero que gostem, e todos os que lerem isso e tiverem blog estão INTIMADOS a fazer uma nos mesmos moldes.
Então comecemos...
AC/DC - Back in Black (Austrália, 1980)
Esse disco dispensa maiores comentários, mostra como uma das maiores bandas de Rock do mundo (senão a maior) deu a volta por cima mesmo após a morte do seu frontman. É o disco de Rock mais vendido da história, tendo vendido quase 50 milhões de cópias. Porque bom é ser básico. E o AC/DC é isso: fazem o perfeito fazendo o simples.
Accept - Balls to the Wall (Alemanha, 1983)
O Accept talvez tenha sido a primeira banda de Metal que fizesse as letras de acordo com o ponto de vista feminino. Esse é definitivamente um disco de NWOBHM perdido na Alemanha. Heavy Metal simples e direto, com direito a baladas, riffs cativantes, refrões para cantar junto. Enfim, um clássico.
Alice in Chains - Dirt (EUA, 1992)
Muito Grunge para ser Metal ou muito Metal para ser Grunge? Tanto faz, aqui os mestres do Metal/Grunge encontraram o seu ápice e este disco está recheado de clássicos desde a primeira até a última música.
Asphyx - The Rack (Holanda, 1991)
O Asphyx é aquela banda que todo mundo já ouviu falar mas nunca escutou atentamente. O primeiro disco é provavelmente o maior clássico do Death Metal junto dos primeiros discos do Morbid Angel.
Astor Piazzolla - Libertango (Argentina, 1974)
O pai do Tango Nuevo começou a lançar discos cada vez melhores desde o final da década de 60 (coincidindo com a morte de seu pai, Nonino), e neste disco pontuado por momentos tristes e emocionantes o argentino está em uma de suas melhores fases.
Autopsy - Severed Survival (EUA, 1989)
Um dos maiores clássicos do Death Metal mundial, o começo de uma nova era. Ao contrário das outras bandas que tinham como único objetivo serem mais rápidas e pesadas, o Autopsy utilizou os tempos mais lentos do Doom Metal para lançar esse disco que é definitivamente um marco absoluto.
Bathory - Blood Fire Death (Suécia, 1988)
Ontem enquanto fazia a lista eu cheguei a mencionar com alguns amigos que se a mesma fosse em uma ordem de gosto, esse aqui ocuparia o primeiro lugar. Definitivamente o maior disco de todos os tempos. Um épico marcado por momentos que vão desde a calmaria Folk até o peso do Black Metal old-school criado pelo próprio Quorthon. Possui, além de tudo, a melhor capa já feita.
Bebeto Alves & José Cláudio Machado - Milongueando uns Troços (Brasil, 1994)
A segunda melhor coisa que Bebeto Alves já fez na vida foi gravar esse disco, mas a primeira não caberia aqui nessa lista. Um disco controverso para os tradicionalistas, mas muito bem executado. Um dos melhores discos de milonga já lançados em todos os tempos.
Beherit - Drawing Down the Moon (Finlândia, 1993)
O mais sujo, profano e cru disco de Black Metal de todos os tempos. Dizer somente isso já basta. Satanás em versão musical.
Bethlehem - S.U.i.Z.i.D. (Alemanha, 1998)
Os pioneiros do Suicidal Black/Doom Metal chegaram ao seu ápice no disco anterior, Dictius te Necare. Mas o clima em S.U.i.Z.i.D. consegue ser ainda mais pesado e negativo. Os vocais femininos ajudaram a complementar ainda mais o clima do disco, que é certamente um dos melhores já lançados por alguma banda no estilo.
Black Sabbath - Master of Reality (Inglaterra, 1971)
O Sabbath sempre foi e sempre será a banda mais importante para a história da música extrema mundial. Aqui a banda já tinha definido bem o seu próprio estilo, e chegou ao seu ápice no disco seguinte, o...
Black Sabbath - Vol. 4 (Inglaterra, 1972)
Um disco recheado de clássicos que acabou servindo como referência para tudo o que veio depois. Enfim, um dos discos que constituem o "índice". O melhor disco da melhor banda da história.
Blackwater Park - Dirt Box (Alemanha, 1971)
O "Krautrock" sempre foi um estilo que apresentou várias bandas boas mas que pouca gente já ouviu falar. Esse disco consegue unir o melhor do estilo passando pelo Rock, pelo Psicodélico, pelo Blues, flertando com o Progressivo e até mesmo com o Metal "Sabbathico". Um disco genial.
Blasphemy - Fallen Angel of Doom (Canadá, 1990)
Um dos clássicos absolutos do Black Metal, raw como ele deve ser. Um disco tão perfeito que chega a ser sinestético: traz a visão da guerra e o cheiro da morte.
Bloodbath - Resurrection Through Carnage (Suécia, 2002)
A pior parte de se fazer uma lista em ordem alfabética e ter de colocar alguns discos antes dos outros. Esse disco não tem nada de muito especial, mas é uma réplica perfeita do melhor do Death Metal Sueco do final da década de 80 e início dos anos 90. Por isso, tornou-se o melhor disco de Death Metal da década, conseguindo conquistar uma colocação aqui.
Blue Cheer - Vincebus Eruptum (EUA, 1968)
O berço da música pesada, que acabou influenciando o próprio Black Sabbath. Precisa falar mais?
Boris - Amplifier Worship (Japão, 1998)
Os caras do Boris sempre foram doidos. A discografia deles é enorme e o estilo que os define também. O segundo disco possui um estilo bem diferenciado do primeiro, e misturando o Doom Metal ao Rock Psicodélico, ao Noise, ao Drone, ao Stoner Rock e outros estilos no gênero acabou fazendo com que os japoneses tivessem um nome de destaque na cena underground. E esse com certeza é o disco que iniciou tudo isso.
Buddy Guy - Damn Right, I've Got the Blues (EUA, 1991)
Mesmo sendo lançado muitas décadas depois do ápice do Blues, esse continua sendo o maior disco já lançado no estilo ao lado das lendárias obras de B.B. King.
Burzum - Filosofem (Noruega, 1996)
Um disco gravado de dentro de uma cadeia, sem muitos recursos ou instrumentos é definitivamente algo que a gente deve prestar atenção. Mesmo após a morte do Black Metal norueguês Vikernes conseguiu lançar um disco ímpar, que até hoje é lembrado como um dos maiores nomes no estilo.
Candlemass - Epicus Doomicus Metallicus (Suécia, 1986)
O disco que consolidou o Doom Metal, que já engatinhava desde o primeiro disco do Black Sabbath ou outros lançamentos do Pentagram e do Saint Vitus. De qualquer forma, os maiores hinos do Doom se encontram aqui e no...
Candlemass - Nightfall (Suécia, 1987)
O disco que apresentou para o mundo Messiah Marcolin, a maior voz do Doom Metal de todos os tempos. Com esse disco o Candlemass acabou firmando seu nome pra sempre como os maiores mestres do Doom. E ai de quem negar...
Carnivore - Carnivore (EUA, 1985)
Hoje em dia dizem que o tal do Matanza é que é "música para macho". O que dizer então do Carnivore? Esse disco é o oposto do que a banda foi se tornar depois de mudar o nome para Type o Negative (acho que esse nome é mais familiar). Crossover sujo, pesado, gritado e viril. Vale mencionar que Male Supremacy, a terceira música do disco, não somente é a melhor música já feita como também possui a melhor letra já escrita.
Church of Misery - Master of Brutality (Japão, 2001)
Um disco composto por japoneses, tocando Doom Metal/Stoner Rock de forma insana e falando sobre serial killers. Mais alguma coisa?
Corrosion of Conformity - Deliverance (Eua, 1994)
O CoC já "foi e voltou" algumas vezes, e já lançou discos clássicos em várias ocasiões. Mas eis aqui o ápice da fase Southern Metal/Stoner/Sludge.
Darkthrone - Panzerfaust (Noruega, 1995)
Particularmente o disco que mais gosto do Darkthrone é o primeiro, quando ainda nem tocavam Black Metal. Mas a fase Black Metal foi bem mais marcante pra música da Noruega num geral. Na contramão de bandas como o Satyricon ou o próprio Mayhem que começaram a lançar discos em outros estilos, o Darkthrone se manteve fiel nas raízes lançando vários clássicos do Black Metal. Os icônicos Fenriz e Nocturno Culto só colaboram pra imagem mítica em torno da banda. Enfim, indispensável.
Death - Symbolic (EUA, 1995)
Symbolic é um disco emblemático e único. Consegue misturar o peso do Death Metal com a técnica e o virtuosismo que só Chuck era capaz de dosar sem tornar-se algo completamente chato. Um disco de gênio, desses lançados uma vez na vida por uns caras que são tão geniais que morrem precocemente mas continuam vivos a cada riff.
Deicide - Deicide (EUA, 1990)
O Deicide sempre foi uma banda polêmica. O frontman Glen Benton mais ainda. Polêmicas à parte, uma coisa é certa. Deicide sempre continuará sendo um dos maiores expoentes do Death Metal mundial, e sempre vai aterrorizar a molecada com seu estilo satânico e irreverente.
Depeche Mode - Violator (Inglaterra, 1990)
O Depeche Mode é uma banda ímpar. Seu aspecto tétrico e negativo é capaz de agradar até o mais ortodoxo dos metaleiros. Músicas como "Enjoy the Silence" e "Personal Jesus" são imortalizada nas mentes de qualquer pessoa que ouviu música nos anos 80/90. Um clássico absoluto.
Discharge - Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing (Inglaterra, 1982)
O Discharge é uma banda que expande os conceitos de Punk, Hardcore, Crust ou o que seja. Os caras são tão fodas que criaram um estilo novo que carrega consigo o nome de "D-Beat", a "batida D", em referência à letra inicial do nome da banda. O verdadeiro som da revolta, o coro da liberdade. Anarquia em sua forma musical.
diSEMBOWELMENT - Transcending Into the Peripheral (Austrália, 1993)
O diS sempre foi uma banda irreverente. O Doom Metal sujo da banda faz com que eles ganhassem um nome respeitadíssimo em toda a cena metálica. Apesar do Doom ser um estilo predominante lento e arrastado, o diS quebra a regra sendo uma banda rápida e extrema, beirando o Grindcore às vezes. São características que tornaram este um disco único e indispensável. De longe a mais extrema banda no estilo ao lado do Corrupted.
Down - NOLA (EUA, 1995)
Uma banda formada por músicos já consagrados de bandas como Pantera, Corrosion of Conformity e Crowbar. Seu primeiro disco é provavelmente o maior clássico do Souther/Stoner Metal.
Driller Killer - TotalFuckingHate (Suécia, 1995)
Uma banda de Hardcore tão extrema que chega a beirar quase o Death Metal. Entretanto, as origens do Punk são latentes não só nesse disco mas em toda a obra dos suecos.
Earth - Earth2: Special Low Frequency Version (EUA, 1993)
O nome do disco já diz tudo: "Low Frequency". O estilo completamente arrastado e quase privado de musicalidade acabou fazendo sucesso mundialmente muitos anos depois. Os pioneiros do estilo que posteriormente foi copiado pelo Sunn O))), Boris, entre outras bandas de Drone Doom que surgiram ao longo dos anos. Aliás, até Kurt Cobain já chegou a fazer parte do Earth. Curioso, não?
Electric Wizard - Dopethrone (Inglaterra, 2000)
Os mais aplicados "alunos do Black Sabbath" lançaram um disco incomparável pra fechar com chave de ouro a década de 90. Stoner em sua forma mais suja e emaconhada.
Emperor - Anthems to the Welkin at Dusk (Noruega, 1997)
Um dos meus discos favoritos de todos os tempos. A perfeita fusão entre o Metal Extremo e a Música Clássica. Ihsahn sempre esteve muito à frente de seu tempo, e mesmo com o surto de prisões na Noruega graças aos crimes relacionados com o Black Metal que quase chegaram a acabar com a banda, a volta por cima foi dada e então o lançamento desse disco clássico só serviu para consolidar o nome dos noruegueses como um dos maiores expoentes da música extrema no mundo.
Entombed - Left Hand Path (Suécia, 1990)
Desde as demos sob o nome de "Nihilist", o Entombed provou ser uma banda diferenciada. Esse disco é o berço do Death Metal Sueco, que seguia uma linha diferenciada da americana. Um fato curioso é que resolvi expandir a lista de 100 pra 111 discos porque tinha me esquecido justamente deste aqui, e acabei colocando mais alguns no meio depois.
EyeHateGod - Take as Needed for Pain (EUA, 1993)
Os precursores do Sludge em sua forma pura, sem essas frescuras do chamado metal inteligente de bandas "filhas" do Neurosis. A mistura perfeita entre o Doom Metal e o Hardcore, um clássico absoluto da cena extrema americana, que acabou influenciando milhares de bandas - umas muito boas, outras nem tanto.
Faith no More - King for a Day, Fool For a Lifetime (EUA, 1995)
Esse foi um disco que teve um grande destaque em sua época. O estilo avant-garde do grupo já tinha conquistado milhares de fãs ao redor do mundo, e Mike Patton figurava em todas as listas de melhores vocalistas em atividade. Esse disco representa toda uma geração na qual eu cresci, e até hoje ainda influencia muita gente.
Filii Nigrantium Infernalium - Fellatrix Discordia Pantokrator (Portugal, 2005)
16 anos se passaram desde o surgimento da banda (ainda sob o nome de Bactherion) até que eles lançassem seu primeiro disco. A espera valeu a pena. Filii é definitivamente o ápice do metal Português, e reconhecidamente a primeira banda extrema de seu país. Black Metal misturado com Punk, Doom, Thrash, Heavy, entre tantas outras coisas... enfim, um disco pra nenhum fã de Hellhammer colocar defeito.
Foo Fighters - The Colour and The Shape (EUA, 1997)
Muita gente achou que os Foo Fighters iam sempre viver na sombra do Nirvana, mas logo no segundo disco Dave Grohl provou que não devia nada ao Kurt Cobain e gravou um clássico do Rock Alternativo dos anos 90. Suas músicas até hoje são cantadas por muita gente na atualidade.
Godspeed You! Black Emperor - Lift Your Skinny Fists Like Antennas to Heaven (Canadá, 2000)
O Post-Rock é um estilo razoavelmente novo, com um grupo não tão grande assim de fãs. Todavia, esse disco é maravilhoso e deveria ser ouvido por todo mundo atentamente.
Gorgoroth - Pentagram (Noruega, 1994)
Toda lenda tem um começo, e o Gorgoroth teve o seu. Uma das bandas mais irreverentes da cena Black Metal norueguesa já começou em grande estilo, em um disco curto porém direto. Talvez a única banda do estilo no país que não tenha mudado de estilo nenhuma vez desde o início da carreira. Enfim, a síntese do Black Metal.
Grouper - Dragging a Deer Up a Hill (EUA, 2008)
Um dos melhores discos lançados recentemente. Grouper é o projeto solo de Liz Harris, e o som apresentado é uma mistura de Ambient com Shoegaze, com algumas passagens Folk e até mesmo Drone.
Apesar da capa aterrorizante, o disco é maravilhoso.
Head Control System - Murder Nature (Portugal/Noruega 2006)
Este disco foi de verdade um presente pra mim, já que foi lançado oficialmente no dia do meu aniversário. Eu já esperava por ele há tempos, pelas músicas que conhecia no MySpace, e o disco todo certamente não desapontou. Um dos discos que mais ouvi nos últimos anos, certamente um marco no Rock Alternativo contemporâneo. Além de tudo, possui a presença de Garm, líder do Ulver em seu cast. Não é preciso dizer mais nada.
Helloween - Walls of Jericho (Alemanha, 1985)
O Helloween foi a minha banda favorita na minha pré-adolescência, e apesar de ser uma das mais famosas bandas de Power Metal/Melódico da história, seu primeiro disco apresenta um Speed Metal que quase beira o Thrash de tão rápido e pesado.
Hellshock - Only the Dead Know the End of the War (EUA, 2004)
Assim como o Driller Killer, eis uma banda que é Metal demais pra ser Punk, e Punk demais pra ser Metal. A mistura perfeita entre o Death Metal e o Crust é apresentada aqui nesse disco que se refere a uma frase de Platão. "Apenas os mortos conhecem o fim da guerra", de fato, o som apresentado aqui é um bombardeio.
Hypocrisy - Hypocrisy (Suécia, 1999)
O Hypocrisy foi uma das principais bandas de Death Metal da Suécia na época do seu surgimento. Com o passar dos anos, o som foi ficando mais técnico, com uma pegada mais Thrash Metal e melódica. Apesar de tudo, não chegou a cair no estilo adotado por outras bandas de Death/Thrash Melódico da Suécia como o In Flames ou o Soilwork (felizmente!). Esse disco representa o ápice do amadurecimento do grupo de Peter Tägtgren em sua nova fase, que traz os extra-terrestres como tema central.
Impaled Nazarene - Ugra-Karma (Finlândia, 1993)
Provavelmente a mais insana banda de Black Metal de todos os tempos, ou "Nuclear Metal" como eles preferem ser chamados. Bodes, guerra, ataques nucleares, sado-masoquismo e satanismo. Esse é o Impaled Nazarene, perfeito como sempre.
Inquisition - Into the Infernal Regions of the Ancient Cult (Colômbia, 1998)
Quando se pensa na Colômbia, a última coisa que se pode pensar é em uma banda de Metal Extremo. Na contramão dos estereótipos surge o Inquisition, uma banda que começou fazendo um Thrash Metal técnico, mas que depois fez a escolha mais acertada do planeta começando a tocar um Black Metal cru, tosco, rápido, sujo e sem nenhum tipo de frescuras. Conheci essa banda em uma situação engraçada, ela me foi sugerida por um canadense que estava jogando batalha naval comigo no Habbo Hotel (sim, aquele site clássico) há uns 7 anos. Até hoje agradeço aquele maldito Canadense por isso!
Iron Maiden - Iron Maiden (Inglaterra, 1980)
O Iron dispensa comentários. Só o que se pode dizer é que a fase com o Paul Di'Anno é muito melhor do que a fase com o Bruce Dickinson. E seu primeiro disco jamais foi igualado em qualquer outro composto pela Donzela de Ferro.
Katatonia - Tonight's Decision (Suécia, 1999)
O Katatonia era uma banda sensacional de Dark Metal, até que resolveu deixar o Metal de lado e apostar no "Dark Rock". Seus discos mais recentes são uma chatice, mas nesse aqui eles conseguiram acertar a mão nas melodias depressivas e lentas.
King Diamond - Abigail (Dinamarca, 1987)
O maior álbum conceitual já feito na história. O maior vocalista que esse mundo já conheceu. Um disco perfeito, pra quem duvidou que o "Rei Diamante" fosse ir longe após o fim do Mercyful Fate.
Kyuss - ...And the Circus Leaves Town (EUA, 1995)
O último disco de estúdio de um dos maiores expoentes do Stoner Rock/Metal. Aqui a banda já tinha amadurecido tanto que se melhorasse estragava, vai ver por isso acabaram.
Lacrimas Profundere - Burning: A Wish (Alemanha, 2001)
O Lacrimas foi completamente engolido pelo Gothic Rock na atualidade, porém seu passado apesar de demonstrar algumas influências góticas é de um Doom Metal quase flertando com o Death. Este disco demonstra o exato ponto de mutação da banda, o que acabou unindo o melhor de cada fase em um único disco. O resultado não poderia ser outro: um disco maravilhoso.
Led Zeppelin - Led Zeppelin (Inglaterrra, 1969)
A síntese do Rock n' Roll. Estrelando uma das mais brilhantes duplas conhecidas na música: Jimmy Page e Robert Plant. Preciso falar mais alguma coisa? Não.
Manowar - Battle Hymns (EUA, 1982)
Os "Reis do Metal" em seu debut. Clássico, épico e indispensável.
"The True" Mayhem - De Mysteriis Dom Sathanas (Noruega, 1994)
O maior disco de Black Metal de todos os tempos. Eis um álbum perfeito desde a primeira até a última nota. Esse disco tem todas as características que um clássico do estilo poderia querer... o guitarrista e principal compositor foi assassinado pelo baixista que passou anos na cadeia e lançou alguns discos lá mesmo (veja Burzum acima), e com a morte de Euronymous morreu também a "receita" do Black Metal que só o Mayhem era capaz de fazer. A banda continua na ativa até hoje, mas jamais lançou sequer algo parecido, coisa que é impossível de alguém que não seja o próprio Euronymous fazer. O ponto alto de qualquer lista que envolva metal extremo, sem dúvidas.
Megadeth - Peace Sells... But Who's Buying? (Eua, 1986)
Vende-se paz, mas quem compra?
Ninguém. E Megadeth foi, é, e sempre será melhor que Metallica.
Mercyful Fate - Melissa (Dinamarca, 1983)
O maior vocalista da história em sua melhor banda, lançando o melhor disco de Heavy Metal Tradicional da história, flertando até mesmo com o Black Metal. Impagável.
Mew - Frengers (Dinamarca, 2003)
Indie Rock definitivamente não é dos meus gêneros favoritos, ainda que eu goste de bastante coisa que receba tal rótulo. Entretanto, o Mew é uma das bandas que mais me agrada no estilo, e Frengers certamente é um disco diferenciado. Not quite friends, but not quite strangers. É, acertaram a mão nesse disco aí.
Ministry - Psalm 69 (EUA, 1992)
Eis uma banda estranha. Uma mistura de Metal, com Industrial, com New Wave... enfim, imagine a fase mais "doida" do Fear Factory misturado com a rapidez do Impaled Nazarene e umas pitadas de Atari Teenage Riot, só que mais metalizado? É mais ou menos isso, só que completamente diferente.
Mogwai - Happy Songs for Happy People (Escócia, 2003)
Não é melhor que o GY!BE, mas ainda assim figura entre um dos maiores discos de Post-Rock da história. O Mogwai também fez a trilha sonora de um filme sobre o Zidane, quer melhor motivo pra figurar aqui?
Morbid Angel - Altars of Madness (EUA, 1989)
O melhor disco de Death Metal da história, seguido pelo...
Morbid Angel - Covenant (EUA, 1993)
O segundo melhor disco de Death Metal da história.
Morgion - Cloaked by Ages, Crowned in Earth (EUA, 2004)
O último grande lançamento do Doom Metal mundial, que infelizmente é o último disco da banda que encerrou as atividades logo em seguida. Curiosamente, a capa desse disco é o wallpaper do meu desktop desde que o disco foi lançado. E não, nunca senti vontade de trocar.
Motörhead - Ace of Spades (Inglaterra, 1980)
O Heavy n' Roll do Motörhead em seu ápice. Lemmy é Deus, e Deus tem de ser reverenciado não só nessa mas em qualquer lista.
My Dying Bride - As the Flower Withers (Inglaterra, 1992)
Talvez depois do Candlemass, o maior nome do Doom Metal mundial. O MDB é aquela banda que o cara geralmente ouve em uma fase da vida incessantemente, e depois raramente ouve com a mesma frequência. Enfim, todos tivemos desilusões na vida, todos precisamos ouvir My Dying Bride uma vez na vida. E seu primeiro disco é de longe o mais espetacular de todos, ainda que a banda seja pontuada por momentos e lançamentos fantásticos em toda sua carreira.
Napalm Death - Scum (Inglaterra, 1987)
A gênese do Grindcore. You suffer... BUT WHY?!
Nick Cave & The Bad Seeds (Austrália, 2001)
O rei da depressão em seu disco mais inspirado, ainda que todos sejam de uma inspiração profunda. Difícil escolher entre esse e o "Let Love In", que também merecia estar por aqui.
Nirvana - Nevermind (EUA, 1991)
Um disco que mudou não só a minha, mas provavelmente a sua vida também. O maior divisor de águas do Rock nos anos 90, sem dúvidas.
Opeth - Blackwater Park (Suécia, 2001)
O nome do disco remete à banda supracitada de krautrock "Blackwater Park", mas o som é completamente diferente. Death Metal old-school mesclado perfeitamente ao Rock Progressivo, eis uma coisa que só o Opeth conseguiu fazer até hoje. Felizmente, felizmente...
Ozzy Osbourne - Tribute: Randy Rhoads (Inglaterra, 1987)
O único disco ao vivo a figurar por aqui, coincidentemente o maior disco ao vivo da história. Um tributo a um dos maiores guitarristas do mundo que infelizmente teve uma morte prematura. Uma aula de música, uma aula de performance. Um dos maiores frontmans junto a um dos maiores guitarristas. Um disco espetacular, sem sombra de dúvidas.
Pantera - Cowboys From Hell (EUA, 1990)
O Pantera sempre foi uma banda controversa entre os fãs de Thrash Metal num geral, mas esse disco representa a mudança total de estilo da banda que até antes deste lançamento tocava Glam/Hard Rock (ainda que o lançamento anterior a esse, Power Metal, seja Speed/Power Metal dos bons na linha do primeiro do Helloween). Nesse disco recheado de clássicos o estilo agressivo porém melódico de Phil Anselmo encaixa-se perfeitamente com os riffs incessantes do finado Dimebag (na época chamado de Diamond). Perfeito, no final das contas.
Pentagram - Pentagram (Relentless) (EUA, 1985)
Um disco ímpar, um dos berços do Doom Metal, com o estilo Rock n' Roll que caracterizava o que viria a ser o estilo. Pra ouvir e cantar bêbado com os amigos no bar, ahaha.
Pink Floyd - Dark Side of the Moon (Inglaterra, 1973)
O maior disco de Rock Progressivo de todos os tempos, até o porteiro do seu prédio sabe disso.
Portishead - Dummy (Inglaterra, 1994)
O Portishead é provavelmente a mais conhecida banda de Trip Hop de todos os tempos, seu estilo erótico acabou conquistando milhares de fãs mundo afora... Seu primeiro disco é um clássico absoluto, e certamente ainda vai servir de trilha sonora sexual pra muita gente da nossa geração e da próxima.
Possessed - Seven Churches (EUA, 1985)
Deathrash! Um clássico absoluto que ainda vai colocar medo em muita gente desde a intro de "The Exorcist". Pra assombrar não 7, mas 7 mil igrejas. (Uma pra cada vez que um fã do Black Metal Norueguês pensou em queimar uma igreja).
Queens of the Stone Age - Songs for the Deaf (EUA, 2002)
Quando eu fui ao Rock in Rio III eu ouvi falar pela primeira vez no Queens of the Stone Age. Àquela altura eu conhecia no máximo uma meia-dúzia de bandas de Stoner Rock. O show foi sensacional e acabou me surpreendendo muito positivamente. Desde então tenho uma simpatia gigantesca por esse disco, que pode até não ser o melhor, mas certamente é o que mais marcou uma época desde o seu lançamento.
Reverend Bizarre - In the Rectory of the Bizarre Reverend (Finlândia, 2002)
A última das grandes bandas de Doom Metal. O irreverente Reverendo surgiu lançando o melhor disco de Doom Metal do nosso atual milênio, e após o lançamento do seu terceiro disco encerrou as atividades. Uma medida acertada, pois encerraram em alta sem nunca ter desapontado um fã. Doom Metal lento, arrastado, sem frescura alguma, executado por um dos "power-trios" mais eficientes da história na função de fazer o verdadeiro Doom.
Rome - Flowers From Exile (Luxemburgo, 2009)
Provavelmente o maior lançamento do disco anterior junto ao novo disco do Gorgoroth. Um disco para entrar para a história do Neofolk/Martial. Um clima pessimista de fim de guerra junto às melodias sempre acertadas fazem desse um disco único.
Root - The Temple in the Underworld (República Tcheca, 1992)
Um dos maiores discos de Black Metal da história, oriundo de um país sem tanta tradição assim no estilo àquela altura (tirando o Root e o Master's Hammer, não se sabe muito sobre o Black Metal Tcheco no início da década de 90 atualmente). Passando por momentos extremos, por outros épicos e até por baladas, esse disco conquistou seu espaço no underground ainda que permaneça sendo uma banda desconhecida para muita gente até hoje.
Rush - 2112 (Canadá, 1976)
Pra um disco de Rock Progressivo este aqui até que é bem curto, mas vai direto ao ponto. O trio canadense sempre aparece em qualquer lista de melhores músicos ou instrumentistas... mas não basta saber tocar bem, tem também de compor, e isso o Rush sabe muito bem. Prova disso é esse disco aqui, um verdadeiro espetáculo.
Ry Cooder - Paris, Texas (EUA, 1984)
Única trilha sonora a pintar por aqui, serve de tema de fundo para um dos melhores filmes existentes. Ry Cooder é um guitarrista que consegue colocar nos seus slides de guitarra todo o sentimento necessário pra pontuar um filme tão emblemático como o de Wim Wenders. O casamento ideal da película com sua trilha.
Sahg - I (Noruega, 2006)
O baixista do Gorgoroth se atrevendo a montar uma banda de Stoner/Doom Metal. O resultado é sensacional, com músicas que colam no ouvido. Um disco para ser ouvido sempre, sem enjoar jamais.
Saint Vitus - Born Too Late (EUA, 1986)
Clássico absoluto do Doom Metal. Apresentando ninguém menos que Scott Wino, a segunda maior voz do Doom Metal no mundo, atrás apenas de Messiah Marcolin. Um disco triste, para ser melhor apreciado bêbado.
Sarcófago - I.N.R.I. (Brasil, 1987)
Antes desse disco o Black Metal era outro, bem mais "Death Metal" para os conceitos atuais, sem ser tão extremo, sem corpse-paint, sem um satanismo tão exacerbado, sem blast-beat... e justamente no Brasil esses caras mudaram tudo. Até hoje um disco inigualável na história não só do Metal Nacional, mas mundial.
Satyricon - Nemesis Divina (Noruega, 1996)
Na minha modesta opinião, a mais fraca das clássicas bandas norueguesas de Black Metal, mas possui um disco excelente que é o Nemesis Divina. Músicas clássicas, riffs rápidos e chorados que marcaram uma época.
Sepultura - Arise (Brasil, 1991)
Do Brasil para o Mundo, em 91 o Sepultura foi ao Rock in Rio e mostrou porque era uma das maiores bandas de Metal do Planeta. O ápice do amadurecimento da banda, em seu último lançamento realmente digno de menção honrosa. Os irmãos Cavalera pra sempre vão carregar consigo o legado de ter levado o terceiro mundo para países até então desconhecidos numa época pré-globalização. Esse é o Sepultura: orgulho nacional.
Sex Pistols - Nevermind the Bollocks, Here's the Sex Pistols (Inglaterra, 1977)
Numa Inglaterra tão conservadora eis que surge o Punk. Apesar da história controversa, o Sex Pistols lançou um disco que modificou toda uma geração musical que veio após o lançamento de Nevermind the Bollocks.
Slayer - Show no Mercy (EUA, 1983)
O maior disco de Thrash Metal de todos os tempos, lançado pela mais "alemã" de todas as bandas americanas. Odioso, rápido, pesado, quase entre o black metal e o punk. Do primeiro ao último riff... um disco para ouvir e depois matar multidões... INFINITAS VEZES.
Sneaker Pimps - Splinter (Inglaterra, 1999)
Junto com o Dummy do Portishead, o maior disco de Trip Hop de todos os tempos. Outro disco para se ouvir sempre, sem enjoar.
Sodom - Agent Orange (Alemanha, 1989)
O segundo maior disco de Thrash de todos os tempos. Um disco sensacional, que realmente cheira napalm tamanho o seu clima de guerra.
Swans - Children of God (EUA, 1987)
Uma das principais bandas do chamado No Wave, ou o Noise/Industrial segundo outros termos. Na contramão do Black Metal que surgia na época, o Swans era chocante por fazer letras sobre Cristianismo Ortodoxo, de uma forma tão sarcástica que é capaz de hoje em dia chocar ainda mais que as letras do Sarcófago ou Blasphemy. Um disco essencial.
The Exploited - Beat the Bastards (Escócia, 1996)
Um disco que conserva suas tradições Punks porém com um estilo Thrash Metal inigualável. Música odiosa e rápida como um bom crossover merece ser.
The Melvins - Gluey Porch Treatments (EUA, 1986)
Primeiro disco da clássica banda que influenciou toda uma geração de bandas Stoner e Sludge que vieram na sequência. De uma cidade minúscula no interior de Washington, eis que surge não somente o Nirvana como o Melvins. Um disco clássico para uma banda clássica.
The Misfits - Walk Among Us (EUA, 1982)
O Misfits é certamente uma banda que atrai bastante jovens para ouvi-los graças ao seu visual irreverente que mais parece o Elvis versão zumbi, com seus cabelos "devilock" e toda uma performance cativante. Por trás de toda essa imagem, a música apresentada pelos reis do horror punk é notável, sendo este seu clássico absoluto.
The Ramones - Animal Boy (EUA, 1986)
Os Ramones, ah, os Ramones... escolher só um disco deles fica difícil, e justamente por isso eu escolhi dois:
The Ramones - Pleasant Dreams (EUA, 1981)
A maior virtude do quarteto americano de Punk Rock foi fazer o bom fazendo o básico, sem nunca na vida mudar seu estilo ou inserir nenhum elemento que os caracterizasse. Ouvir um disco dos Ramones é fácil, já sabe-se o que vai ouvir e já sabe-se que será agradável. Quer maior virtude em uma banda?
The Smashing Pumpkins - Mellon Collie & The Infinite Sadness (EUA, 1995)
É fácil descobrir porque este é um dos discos mais vendidos da história. Dois discos completamente inspirados, em um álbum temático que reflete toda a tristeza por qual passou Billy Corgan naquele período. Um disco perfeito, sem dúvidas um dos meus favoritos, não fosse o disco anterior ao mesmo, o...
The Smashing Pumpkins - Siamese Dream (EUA, 1993)
Certamente depois do Bathory, o disco que figuraria no topo. Clássicos, músicas que marcaram a vida de muitos, que em suas letras tem estampados a história de grande parte dos jovens que viveram nos anos 90 e tiveram nos Pumpkins uma banda em quem se espelhar. Quando estiver triste, "Esmague Abóboras" e seja uma pessoa muito melhor.
Thin Lizzy - Jailbreak (Irlanda, 1976)
Rock n' Roll é sinônimo de Phil Lynott, ou vice-versa. E como foi impossível escolher um disco só da maior banda irlandesa de todos os tempos, foram logo dois.
Thin Lizzy - Thunder & Lightning (Irlanda, 1983)
O último disco de estúdio do Lizzy, que infelizmente encerrou suas atividades após a morte do frontman Phil. Porém um legado foi deixado com discos seminais para a história do Rock, que até hoje faz tanta gente se emocionar ouvindo Whiskey in the Jar.
Tv on the Radio - Return to the Cookie Mountain (EUA, 2006)
Como disse no post sobre o Mew, não sou tão entusiasta assim do rótulo Indie, ainda que o Tv seja uma banda que mereça ser mencionada nessa lista. Com uma veia completamente avantgarde, os yankees misturam desde o hip hop americano até o trip hop em suas músicas, e o resultado não poderia ser outro senão excepcional. Eis aqui o seu melhor disco.
Type o Negative - Bloody Kisses (EUA, 1993)
Um disco ímpar. Me lembro que na infância pedi a minha mãe um disco do Kiss e ela me apareceu com o Bloody Kisses. Aquele fato curioso iria mudar minha vida. Era a primeira vez que eu tinha acesso a uma banda mais diferenciada, sem ser o Maiden/Helloween/Guns/Nirvana/Sabbath que eu gostava na época. Desde então tudo mudou e muitos discos só estão nessa lista hoje porque a minha mãe comprou esse disco um dia. Clássico absoluto.
Ulver - Perdition City (Noruega, 2000)
Uma banda que surgiu na cena Black Metal mesmo inserindo elementos completamente avantgarde na Noruega não era novidade na década de 90. Novidade era uma banda esquecer seu passado e arriscar uma carreira na música eletrônica experimental. Felizmente essa foi uma decisão acertada, e a banda liderada por Garm chegou ao ápice nesse disco aqui, que provavelmente é um dos discos que eu já mais ouvi na vida e me traz todos os tipos de lembranças.
Uma das trilhas sonoras da minha vida, o meu disco favorito de viagem e de outras coisas mais.
Valeu por esse disco, Garm.
Vitor Ramil - Ramilonga, A Estética do Frio (Brasil, 1997)
Mais um que foi na contramão dos tradicionalistas e lançou um disco com "milongas urbanas", compondo assim um dos discos mais sensacionais da música regional lançado no Brasil. Um disco além e aquém do tempo.
Von - Satanic Blood Angel (EUA, 2003)
Uma coletânea das demos de uma antiga banda de Black Metal dos EUA. O nome do disco já diz tudo. SATANIC. Tosco, cru, sujo, Black Metal em sua forma mais maldita. Uma pena que essa banda seja taxada de nazi por muitos acéfalos que acreditam que a banda seja um acrônimo graças a uma antiga entrevista via telefone dada pelo Varg do Burzum.
W.A.S.P. - The Crimson Idol (EUA, 1992)
Um dos discos mais inspirados, que mescla o Heavy Metal tradicional com o Hard Rock. As baladas, as músicas empolgantes e o desfecho trágico realmente conseguem transcrever a história de Jonathan, protagonista da história tocada por Blackie Lawless e sua banda neste disco.
Witchfinder General - Death Penalty (Inglaterra, 1982)
De todas as bandas que foram o berço do Doom Metal, essa aqui tem a minha predileção. Um disco perfeito, do âmago da NWOBHM, com músicas que estão até hoje na cabeça de muita gente que ousa a tocar Doom Metal. Também pudera, banda de Doom que se preze tem que ter no mínimo uma influência na fonte, vai ver é por isso que tem tanta banda ruim surgindo hoje em dia copiando somente o que as cópias do My Dying Bride fizeram.
Wolfpack - A New Dawn Fades (Suécia, 1996)
O Wolfpack é uma dessas bandas de Crust da Suécia na linha do já mencionado Driller Killer... esse disco é uma cacetada do começo ao fim, e seria uma heresia não citá-lo em qualquer lista onde o Hardcore possa ser inserido.
Worship - Last CD Before Doomsday (Alemanha/França, 1999)
Esse disco pode ter todos os nomes possíveis, uma pra cada mídia em que foi lançado. Originalmente a "Last Tape Before Doomsday" foi uma das gêneses do Funeral Doom Metal, não me esquecendo é claro das clássicas Thergothon e Skepticism. Todavia, aqui o estilo encontrou seu auge. A versão relançada em Cd anos depois contava ainda com uma música bônus, e sua versão em vinil é ainda hoje uma das mais raras relíquias do estilo.
Uma banda cult com um lançamento ainda mais cult, que deve grande parte do seu status graças ao suicídio do líder Max Varnier.
Realmente, a trilha sonora do juízo final.
HORS-CONCOUR: Black Sabbath - Black Sabbath (1970)
Pelo simples prazer de colocar 3 discos da melhor banda do mundo nessa lista.
Enfim, final da lista.
Sei que é controverso já que trata-se de gosto pessoal... muitos discos tiveram que ficar de fora.
Alguns porque não couberam mesmo, como Running Wild, At the Gates e Tanghetto, outros porque esqueci na hora de fazer a lista como o Dissection, Venom, Tool...
Quem sabe isso pode dar margem pra um post futuro dos "discos que esqueci de mencionar por aqui".
Enfim, espero que gostem e procurem ouvir o que não conhecem daqui, afinal deu um puta trabalho fazer tudo isso, haha.
E eu ainda sou muito mais metalhead do que imaginava ser...